GNOSE PARA POUCOS - DEPOIMENTOS
“Eram idos de 1984. Já havia sido católica, mas por questionar os “Mistérios da Fé”, sem obter resposta dos padres, abandonei a religião. Era ainda adolescente quando o Espiritismo começou a responder minhas dúvidas sobre termos várias existências. Pensava que, se houvesse uma única vida, a lógica seria que Deus concederia igualdade de riqueza, de conforto e felicidade a todos. Somente a reencarnação e karma explicariam tantas diferenças sociais. Mas o Espiritismo, depois de responder a muitas questões que o Catolicismo não deu conta, também me trouxe limitações.
Minha família é de Porto Velho-RO. Em 1988, minha irmã foi estudar em Curitiba-PR. Lá encontrou os cartazes de cursos da Gnose pelas ruas e, aos poucos, pelo correio, ela me enviou os panfletos em xerox da Fase A. O Ensinamento Gnóstico foi um choque positivo na minha vida. Era como estar voltando para casa. Uma certeza de ter encontrado a Verdade, depois de tantas orações para que isso acontecesse. A Verdade. O Ensinamento com tantas informações maravilhosas e o caminho para o trabalho da Auto Realização íntima do Ser. Tão difícil e tão palpável, esclarecedor, um mapa para a existência, com sentido e propósito. A mais linda e preciosa informação era a de que cada um de nós tem sua Divina Mãe e Pai particulares. Quando criança, achava que Deus jamais iria escutar minhas orações porque deveria estar muito ocupado com o mundo todo e com o Universo lá fora. Recebi em minha humilde casa o Sr. Alfredo Brito e Dona Helena, que levaram as palestras da Gnose para a Biblioteca Pública Municipal Francisco Meireles. O casal deu início a Gnose em Porto Velho em 1989, sendo que acompanhei esse momento precioso. Frequentei o início da Fase A.
E então, me apaixonei por um ateu. Casei, tive filhos, mudei de cidade, tentei abafar o clamor gnóstico em meu coração. Por anos, cometi o erro de me anular como pessoa, para me encaixar na vida dele. Mas, para a minha sorte, ele pediu o divórcio depois de 22 anos. Desabei, senti como se tivesse perdido todo meu tempo de vida. Me levantei. Veio então com força total, a busca para retornar à Gnose. Os grupos haviam fechado, frequentei os que ainda estavam abertos, mas logo senti que algo estava errado quando li nos textos o nome de mestres que não eram o V. M. Samael ou V. M. Rabolu. Abandonei esses grupos. Estive em vários outros grupos no Facebook, busquei todo o material disponível na internet, continuei na busca, até ser encontrada, melhor, “pescada” pelo Miguel, no grupo Gnose Para Poucos, em setembro de 2020. E, novamente a sensação de estar voltando pra casa, para o verdadeiro Trabalho, para o compromisso mais valioso: o resgate da alma, a conexão com os Pais Divinos.
A vida quer a todo custo nos consumir: a tecnologia, o trabalho, o Mundo tridimensional de Euclides, tentando nos escravizar. No “Gnose Para Poucos” encontramos um oásis, alento, força, compromisso e seriedade. Importante estar entre pessoas idôneas, firmes e acolhedoras, para nos voltarmos ao trabalho interior e às práticas diárias, com o objetivo de não perdermos o Fio de Ariadne, matar nosso Minotauro e sairmos ilesos do Labirinto de Creta.”
Paz Inverencial!
Colaboração: Márcia M.
Grupo na Nova Ordem: Porto Velho-RO
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“Ainda muito jovem em São José dos Campos-SP, tinha muitas perguntas e poucas respostas, porém minhas incertezas eram mais além de um futuro profissional ou uma vida comum e convencional, a maior preocupação era qual o objetivo de existir. Então buscava, paralelo ao meu desenvolvimento como jovem na sociedade comum e corrente, as respostas espirituais e existenciais em livros, investigando religiões, participando de alguns seguimentos religiosos, estudando o que tinha ao meu alcance.
Mas achava tudo incompleto e sem clareza, muito ensinamento valioso, alguns contraditórios, tudo muito confuso e muito difícil de compreender, não queria só acreditar em algo, precisava comprovar, experimentar.
Foi quando com 17 anos, no ano de 1986, chegou até mim um panfleto, através de um amigo chamado Branco, para uma palestra da Gnose, onde senti de imediato que deveria participar e, em pouco tempo frequentando, encontrei as respostas e as fórmulas para experimentar as realidades superiores que buscava e não ficar somente nas teorias. Então me dediquei de coração ao ensinamento e as práticas gnósticas, seguindo rapidamente, em total sintonia e disciplina, o que os mestres propunham. Dentro das fileiras do Movimento Gnóstico avancei nas fases, nos cargos, na transmissão do ensinamento em palestras, coordenações de grupos, participação em grandes eventos gnósticos, e como muitos estudantes, tive a honra de conhecer e ouvir pessoalmente o V.M. Rabolu, no congresso em Serra Negra.
Eram tempos especiais, muitas práticas maravilhosas nos grupos e em casa, esposa gnóstica, tudo que aparentemente seriam oitavas dentro do ensinamento, sentia realmente muita proteção divina e achava-me um gnóstico exemplar.
Porém, sinceramente não estava morrendo internamente na mesma proporção que avançava externamente. Belas máximas e sofismas motivadores, muita teoria encantadora, mas práticas sem a profundidade necessária e, logicamente pouca comprovação, e bem sabemos que enjaular o ego, escondê-lo, utilizar máscaras neste caminho para despertar é somente uma ilusão, pois uma fera enjaulada vai ganhando forças, nos assediando, nos envaidecendo ou depreciando, trabalhando intensamente na mente e nas emoções para nos desviar do caminho, os “Eus” fazem associações traiçoeiras e vamos perdendo as bases, com a mente confusa, revoltas internas e conflitos diversos. Enfim, o ego é especialista na arte de ludibriar e utilizar a mente, as emoções e a parte sexual contra nós mesmos, tudo contra o trabalho íntimo e sem a devida vigilância, auto observação e uma disciplina rígida, sem a transformação das impressões e morte em marcha, acabamos nos desviando do caminho e, infelizmente muitos passam uma existência inteira se deixando iludir e se tornam conformistas, como dizia o mestre Rabolu... Foi então que em 1996 desci em uma estação qualquer, me afastei do grupo e conformado que não servia para estas coisas, o Movimento Gnóstico seguiu sua marcha, e logicamente os meus “Eus” ficaram em festa...
Passei muitos anos iludido, com prazeres, vícios, separação, viagens, excessos, porém, também com muita decepção, dor, angústia, por estar longe e não ouvir aos Pais internos, sufocando a pequena parte de consciência que ainda restava e me achando um condenado ao abismo. O ego me fazia achar que tinha jogado fora a última oportunidade. Desorientado, entendia que agora era só viver por viver e aguardar o abismo, porém nunca me pronunciava ou blasfemava contra os mestres, sabia exatamente que eu era o errado e culpado, preservava com muito cuidado e carinho os livros e materiais gnósticos, sabia que serviriam algum dia, para mim ou para alguém...
Enfim, depois de muitos anos de experiências amargas na vida, senti que não importava se estava condenado ao abismo, não era aquela vida de prazeres e conquistas materiais que queria, não me conformava mais, sentia que deveria retomar o trabalho íntimo, pois os mestres sempre falavam que a “porta do arrependimento sempre estará aberta”, então com todo coração orei, supliquei Luz, pedi direção e forças aos meus pais internos, era um filho pródigo e arrependido, queria retornar à casa do Pai.
Logo uma nova namorada e agora esposa apareceu, uma alma de elevado nível de ser, foi certamente enviada para me tirar do pântano que havia me metido, uma capricorniana, totalmente “Raio de Saturno”, disposta a qualquer sacrifício, severa na cobrança e suave na expressão, era todo equilíbrio que precisava no momento...
Porém, através de buscas na internet soube que o Movimento Gnóstico estava encerrado fisicamente, da forma que conhecia, mas soube que o mestre Rabolu tinha escrito o livro Hercólubus, então em 2010 consegui um exemplar e contatei pessoas que estavam representando a Fundação V.M. Rabolu e divulgando o livro no Brasil, queria fazer parte deste trabalho de divulgação da obra do mestre, seria uma reconexão, bem como uma forma de agradecimento. Não sabia de nada sobre o que tinha acontecido com o Movimento desde que me afastei... Me envolvi de coração, divulguei, distribui, entendi a proposta da obra, uma porta de saída estava aberta, a fórmula do resgate era o que precisava. Nem tudo estava perdido, estava novamente praticando, mais amadurecido e revisando erros do passado, com muita vontade de retornar ao caminho reto. Mas este valioso trabalho de divulgação e distribuição da obra também teve seu ciclo, cumpri algo valioso no meu entender, pessoas dedicadas, sinceras e verdadeiras encontrei ali, mas o ciclo daquele grupo terminou para mim e, novamente me via sozinho, como ter forças para seguir trabalhando com as fórmulas do resgate? Onde estavam fisicamente as pessoas que realmente queriam este trabalho? Precisava conhecer estas pessoas...
Então, um querido irmão de jornada me conectou com o grupo “Gnose para Poucos”, que ele estava participando. Então constatei que estavam se reunindo e propondo a aqueles que realmente pretendem fazer um trabalho sério, de retornar ao ensinamento gnóstico e praticar as fórmulas do resgate. Estas pessoas também já frequentaram os grupos na época do Movimento Gnóstico, assim como também pessoas novas que conheceram somente o livro Hercólubus, mas que também querem seguir pelo caminho do despertar, onde a proposta é que na união de forças com o mesmo objetivo, as Hierarquias Divinas possam direcionar sua ajuda a este grupo, que serve como preparação para um grupo mais avançado e seleto de membros...
Então, após alguns anos aqui no grupo, sinto que somos uma família que tem como meta entregar a tarefa aos mestres, praticando as Fórmulas do Resgate, com uma união de forças, sem objetivos financeiros, sem autointitulados mestres, sem busca de exibicionismos ou poderes, somente pessoas de coragem e determinação para seguir com sacrifícios conscientes e padecimentos voluntários, com uma didática de trabalho totalmente de acordo com as diretrizes deixadas pelos veneráveis mestres Samael e Rabolu.
Você não chegou até aqui por acaso, retorne ao caminho...”
Paz Inverencial!
Colaboração: Neilson F.
Grupos na Nova Ordem: São José do Campos (SP) e Vila Mariana, São Paulo (SP)
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“Por volta de 1989, eu pegava ônibus em uma rodoviária no centro de São Bernardo do Campo-SP, cidade onde nasci e para onde voltei a morar em 2015. A Deise era uma das coordenadoras do Centro de Estudos de Santo André - SP, cidade vizinha. Em certa ocasião, vi um pôster com fadas, gnomos e, principalmente, unicórnios. Caminhei até ele e tentei decorar o endereço onde haveria uma palestra pública sobre o Movimento Gnóstico, mas acabei não memorizando.
Dias depois, talvez meses, encontrei novamente um daqueles pôsteres com unicórnios. Dessa vez, anotei o endereço, a data e o horário, tudo certinho para não perder a palestra. Naquela época, eu já havia lido inúmeros livros e estudado o gnosticismo com profundidade. Não poderia perder aquela oportunidade. Fui ao local, na data marcada, e assisti à palestra, que parecia algo vindo da minha infância — eu achava que já sabia tudo. Ledo engano...
Iniciei então a Fase A, depois a Fase B e a B Avançada, maravilhando-me com os estudos. Porém, nesta época comecei a trabalhar temporariamente em Brasília-DF. Naturalmente, procurei imediatamente um Centro de Estudos. Qual não foi minha surpresa ao descobrir que, embora pudesse pedir transferência à Junta Nacional, fui orientado a reiniciar pela Fase A. Sem problema, recomecei: Fase A, Fase B, Fase B Avançada…
Mais tarde mudei-me para Bauru-SP. Voltei à Fase A... O pessoal de lá foi muito acolhedor — até hoje mantenho amizade com dois membros daquela época. Concluí novamente a Fase A, B e B Avançada, já estava ministrando palestras, quando o V.M. Rabolú encerrou a fase pública do Movimento. Fato de que nunca cheguei a participar da fase C. Ainda assim, segui estudando e frequentando.
Em 2001, mudei-me novamente, dessa vez para o Rio de Janeiro. Procurei o grupo gnóstico local, pedi transferência e voltei a frequentar, por pouco tempo.
Dentro do Movimento Gnóstico consegui ter algumas experiências que comprovam o que o que foi ensinado pelos mestres V.M. Samael e V.M. Rabolu e estão escritos em seus livros. Mas com o passar dos anos, sem ter com quem trocar ideias sobre a Gnose, fui sendo absorvido pela vida comum e corrente. Participei de várias escolas que se dizem da Loja Branca; a última foi a da Maçonaria, da qual me desliguei definitivamente após ter me convencido que escolas que não ensinam os Três Fatores da Revolução da Consciência não são da Loja Branca...
No final de 2021, vasculhando o Facebook, encontrei um post que me chamou a atenção: “Gnose para Poucos: Antigos”. Tive o cuidado de verificar se realmente seguiam o V.M. Samael Aun Weor e o V.M. Rabolu, porque na internet tem de tudo, até parece coisa séria, mas não é. Após trocar e-mails com o Miguel, ele me enviou alguns materiais e um questionário. Em março de 2022, pude adentrar em um grupo mais avançado do “Gnose para Poucos” (S.O.S.), no qual luto diariamente para me fazer digno de continuar junto aos irmãos e irmãs.”
Paz Inverencial!
Colaboração: Roberto C.
Grupos na Nova Ordem: Santo André (SP); Brasília (DF), Bauru (SP) e Tijuca, Rio de Janeiro (RJ)


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